quinta-feira, 29 de março de 2012

Adiada votação do ICMS único para importados


Durou mais de três horas nesta quarta-feira (28) o debate do projeto de resolução do Senado (PRS 72/10) que uniformiza as alíquotas do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados. Ao final, os integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) decidiram adiar a votação para a próxima semana, período durante o qual o projeto ficará em vista coletiva.
O desafio para os integrantes da CCJ será o de resolver se a forma de implementação dessas medidas fiscais fere ou não a Constituição Federal.
O relator da matéria, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), está convencido da inconstitucionalidade da aplicação de alíquota zero de ICMS aos bens e mercadorias importados por meio de projeto de resolução do Senado. Ele recomendou a rejeição e o arquivamento do PRS 72/10.
Com base no artigo 155, §2º, inciso XII, alínea “g” da Constituição, Ferraço sustentou que o Senado Federal não pode regular isoladamente - via projeto de resolução - a concessão e revogação de isenções, incentivos e benefícios fiscais. Essa tarefa seria de competência privativa do Congresso Nacional, devendo, portanto, ser submetida à aprovação da maioria absoluta dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado por meio de projeto de lei complementar.
- A exigência de lei complementar, cujo processo legislativo é mais complexo do que o das leis ordinárias, explica-se porque a concessão de incentivos de ICMS pelos estados e o Distrito Federal envolve valores fundamentais da República, como a autonomia estadual, o pacto federativo e a redução das desigualdades regionais e sociais – considerou Ferraço, advertindo que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem declarado a inconstitucionalidade de normas editadas sem observar esse requisito constitucional.

Voto em separado

O mesmo artigo da Constituição que fundamentou a rejeição de Ferraço ao PRS 72/10 foi invocado no voto em separado do senador Armando Monteiro (PTB-PE) para declarar a constitucionalidade, juridicidade e regimentalidade do projeto. Amparado, porém, no inciso IV, o senador por Pernambuco assegurou que resolução do Senado Federal “é o instrumento por excelência para a fixação de alíquotas aplicáveis às operações e prestações interestaduais”.
Para reforçar sua defesa do projeto, citou duas resoluções do Senado (22, de 1989, e 95, de 1996) que regulam alíquotas do ICMS, estão em vigor e não foram contestadas pelo STF.
- Não procede o argumento de que o projeto trata de benefícios fiscais no âmbito do ICMS e que, por esse motivo, teria de ser veiculado por lei complementar. O PRS 72/10, ao estabelecer alíquota interestadual de ICMS para produtos provenientes do exterior que não sofram agregação de valor no estado de importação, cuida apenas da partilha da arrecadação do tributo entre os entes federativos nessas operações. O gravame sofrido pelo contribuinte de fato permanece o mesmo, já que a alíquota incidente será sempre a interna do estado de destino – ponderou Armando Monteiro.
Depois de analisada pelo CCJ, a proposta será submetida à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

Conselho Regional de Contabilidade do RJ muda data da prova

Cargos são de nível médio e superior.
Os salários vão de R$ 1.694 a R$ 4.365.

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro mudou a data da prova do concurso para formação de cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior. Os salários vão de R$ 1.694 a R$ 4.365. Cerca de mil candidatos se inscreveram na seleção.
As provas objetivas, de caráter eliminatório e classificatório, para todos os cargos, serão realizadas no dia 18 de março, na Universidade Cândido Mendes (UCAM), no Centro do Rio de Janeiro, na Rua da Assembleia, 10.
As vagas de nível superior são de fiscal contador, contador, advogado, administrador, bibliotecário e analista de sistemas. Os cargos de nível médio são de técnico em informática e técnico administrativo.
O salário de fiscal contador é de R$ 4.365. Para os outros cargos de nível superior o salário é de R$ 3.563. Já para técnico de informática o salário é de R$ 2.719, e para técnico administrativo, de R$ 1.694.
O concurso tem validade por dois anos, podendo ser prorrogado por igual período, uma única vez.

Contabilidade de custos

Contabilidade de Custos é a parte da ciência contábil que se dedica ao estudo racional dos gastos feitos para se obter um bem de venda ou de consumo, quer seja um produto, uma mercadoria ou um serviço.
       
Contabilidade de Custos é o ramo da função financeira que acumula, organiza, analisa e interpreta os custos dos produtos, dos inventários, dos serviços, dos componentes da organização, dos planos operacionais e das atividades de distribuição para determinar o lucro, para controlar as operações e para auxiliar o administrador no processo de tomada de decisão.

terça-feira, 27 de março de 2012

CONTABILISTAS: 2013 será o ano da contabilidade no Brasill


Campanha foi lançada pelo presidente do CFC, Juarez Domingues Carneiro, durante posse da diretoria eleita para o biênio 2012- 2013
     Na presença de cerca de 20 parlamentares, senadores, deputados federais e estaduais, representantes de órgãos públicos estaduais e federais e mais de 400 lideranças da contabilidade nacional e internacional, Juarez Domingues Carneiro, o contador que foi reconduzindo à presidência do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), para o biênio 2012-2013, declarou que, entre suas metas para esta gestão, está desenvolver uma ampla campanha, fazendo de 2013 o ano da Contabilidade brasileira. O evento aconteceu nesta quarta-feira, dia 21, em Brasília.
      Outras metas traçadas pelo presidente Juarez são a qualificação e capacitação dos mais de 500 mil profissionais registrados nos 27 Conselhos estaduais e, portanto, atuantes em todo o País e a consolidação da posição de liderança na Contabilidade nacional no mundo, principalmente em razão da implantação das IFRS (International Financial Reporting Standards – Normas Internacionais de Contabilidade) e da atuação do Glenif (Grupo Latinoamericano de Emisores de Normas de Información Financiera).
Representando o presidente do Senado Federal José Sarney (PMDB-AP), o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), também contador, disse que em suas atividades parlamentares se espelha muito no que aprendeu ao exercer a profissão. “O contador está sempre cumprindo prazos, trabalha além da hora, e a sua função é contribuir para a manutenção do sistema econômico do País”.
     Também contador, o deputado federal Edinho Bês (PMDB-SC), na ocasião representando o presidente da Câmara dos Deputados Marco Maia (PT-RS), explicou que apesar da evolução tecnológica, os cidadãos sempre precisam recorrer ao contador, para abrir e dar continuidade às suas empresas, sejam elas de capital limitado, grandes, de economia mista ou sociedades anônimas, “assim como os governos, em todas as suas instâncias, que também precisam desse profissional”.
   O presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon), Valdir Pietrobon, afirmou que falar hoje de Contabilidade está fácil, porque é o instrumento de gestão do momento, mas fazer Contabilidade está mais difícil, em razão das inúmeras obrigações acessórias, principalmente do Sped que está tirando o sono de muitos contabilistas. “Precisamos mostrar aos clientes que da Contabilidade também sai os impostos, mas o principal objetivo é a gestão das empresas”. “Hoje somos a quinta profissão mais demandada do mundo e acredito que em mais algumas décadas seremos a primeira”, pontuou Juarez Domingues Carneiro, que comandará o CFC juntamente com a seguinte diretoria: vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional, Maria Clara Cavalcante Bugarim (AL); vice-presidente Administrativo, Luiz Henrique de Souza (MS); vice-presidente de Fiscalização, Ética e Disciplina, Sergio Prado de Mello (SP); vice-presidente de Registro, Antonio Miguel Fernandes (RJ); vice-presidente Técnica, Verônica Souto Maior (PE); vice-presidente de Controle Interno, Luciene Florêncio Viana (AM); vice-presidente de Desenvolvimento Operacional, Enory Luiz Spinelli (RS); e o representante dos Técnicos em Contabilidade, José Augusto Costa Sobrinho (SE).
Também participaram da cerimônia, entre várias lideranças da classe contábil de todo o País, os presidentes da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas de Portugal, Antonio Domingues de Azevedo; da Academia Brasileira de Ciências Contábeis (Abracicon), Maria Clara Cavalcante Bugarim; da Fundação Brasileira de Contabilidade, José Martonio Alves Coelho Neto; da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), Francisco Antonio Feijó; da IOB Folhamatic, Mauricio Frizzarin. |.Lenilde De Leon|Crédito/foto:Robson Cesco.
.[Foto:Presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Juarez Dominguez Carneiro].

sábado, 17 de março de 2012

Prós e Contras da carreira de Contabilidade

Aspectos Favoráveis

O contador é peça fundamental para o bom funcionamento de qualquer empresa, onde existir atividade econômica vai existir sempre um contador, há sempre muita oportunidade de trabalho para este tipo de profissional. O profissional de ciências contábeis pode atuar tanto como um profissional contratado permanente em uma empresa como também montando seu próprio escritório de contabilidade para atender várias empresas.

Aspectos Desfavoráveis

Os aspectos mais desfavoráveis da carreira em ciências contábeis são a complexidade que o trabalho muitas vezes pode atingir ( cálculos de impostos de grandes empresas, por exemplo ) e também a necessidade de atualizações constante já que as leis estão sempre sendo aperfeiçoadas.


Postado por: Luiz Felipe Oliveira

Entenda o que é o curso de Ciências Contábeis




É a área que cuida das contas de uma empresa, por meio do registro e do controle das receitas, das despesas e dos lucros. O contador planeja, coordena e controla os registros negociais (compras, vendas, investimentos e aplicações) de uma empresa, permitindo que se tenha uma visão precisa do patrimônio. Ele interpreta eventos econômicos e fornece informações aos dirigentes da companhia para que tomem decisões sobre a direção do negócio. Orienta, mostra e indica os pontos de atenção, como o volume de despesas acima da média. Registra os fatos e atos administrativos e responsabiliza-se pelo pagamento de tributos. Também pode ajudar a traçar planos de investimento. Algumas atividades são exclusivas desse profissional: a auditoria e as perícias contábeis. Para trabalhar como contabilista, é preciso ser registrado no Conselho Regional de Contabilidade. Tornou-se obrigatório, desde junho de 2010, submeter-se a um exame para obter o registro.

O mercado de trabalho

O Conselho Federal de Contabilidade tem 417 mil profissionais registrados. Mesmo assim, empresas nas regiões Sul e Sudeste carecem de mão de obra. Isso porque micros e grandes empresas precisam de pelo menos um contador responsável. Boa parte dos profissionais está nos escritórios de contabilidade, auditoria e consultoria. Por todos esses motivos, a carreira de contabilista está em alta. O setor público é outro segmento que está bastante aquecido. "A tendência é que cada vez mais os órgãos públicos contratem esse profissional para melhorar os processos de contabilidade pública", explica Saulo Armos, coordenador do curso da PUCRS. Também são raros os formados que se dedicam à pesquisa e à docência, o que mantém em alta a procura por contabilistas que queiram se dedicar à carreira acadêmica. Nas capitais, as maiores oportunidades e salários estão nas grandes e médias empresas, incluindo instituições financeiras e multinacionais. No Nordeste, a abertura de novas empresas, graças a incentivos fiscais, tem aumentado as oportunidades para esse profissional. Para o autônomo, existem boas perspectivas em todo o país. Outra função importante é a realização de relatórios e balanços anuais seguindo critérios internacionais, como os do Conselho Internacional de Padrões de Contabilidade (Iasb). O Banco Central determinou que até 2010 todos os bancos apresentem sua demonstração financeira seguindo os novos critérios.

Salário inicial: R$ 1.320,00 (fonte: Sindicato dos Contabilistas de São Paulo).

O curso

O primeiro ano do curso é ocupado com as disciplinas básicas, como sociologia, português, economia e administração. Em seguida vêm as disciplinas técnicas e gerenciais, como teoria da contabilidade, planejamento e contabilidade financeira. Há também aulas de legislação comercial, direito e planejamento tributário. No terceiro ano começam as aulas de auditoria e perícia. É importante participar de seminários e assistir a palestras sobre questões da atualidade, oferecidos pelas melhores escolas, para se manter informado e atualizado. O estágio nem sempre é obrigatório. Algumas faculdades exigem uma monografia de conclusão do curso.

Duração média: quatro anos.

Outros nomes: Ciên. Contábeis (ênf. em fin. corporativas); Ciên. Contábeis e Atuariais; Ciên. Contábeis e Tributos; Contabilidade; Contabilidade (ênf. em control.).

O que você pode fazer

Auditoria

Fiscalizar as contas de uma empresa, conferindo os registros nos livros e os dados de balanços.

Contabilidade gerencial

Registrar e analisar as operações financeiras e patrimoniais de uma empresa, acompanhando todas as transações da organização.

Controle e perícia

Coordenar as operações fi scais e fi nanceiras de empresas públicas e privadas.

Ensino

Dar aulas em cursos técnicos e treinamento para funcionários de empresas na área contábil. Para exercer o magistério no Ensino Superior é preciso pós-graduação.



Postado por: Luiz Felipe Oliveira

Contabilidade

Nos Estados Unidos, a razão de contentamento está no fato de esta ser uma área estratégica para a empresa. No Brasil, o aquecimento da economia e o consequente desenvolvimento de seu mercado de capitais estão fazendo crescer a demanda por profissionais da área contábil. Novas empresas abrem capital na bolsa de valores por meio de IPOs (sigla em inglês de Oferta Pública Inicial) e aumentam os investimentos estrangeiros via aquisições de empresas. Ao abrir seu capital, a empresa precisa atender a novas e frequentes exigências dos órgãos reguladores e de acionistas - práticas complexas e sofisticadas, o que exige um maior e mais bem preparado número de profissionais contábeis.